É POSSÍVEL PREVER O FUTURO?


Fundamentando-se na Geomancia árabe a psicoalgebra permite prever o futuro desde que sejam estabelecidos previamente certos critérios para validação do método. Nomeadamente: 

Um exemplo ajudar-nos-á a compreender como é que esta teoria deverá ser levada à prática: José é um executivo que trabalha numa multinacional de produtos farmacêuticos desde os seus vinte e oito anos. Tem hoje quarenta e nove anos de idade e o seu relacionamento com o director de quem depende directamente tornou-se insuportável. Discussões permanentes e uma despromoção obrigaram José a abandonar aquele emprego e a procurar outro. Que futuro o espera?

José consultou o oráculo e obteve as quatro figuras acima referidas: Puer, Amissio, Conjunctio e Albus, e através delas a sua filosofia de vida, o seu projecto pessoal - Caput Draconis - e a sua situação sócio/ profissional - Rubeus (o seu chefe). Como resultante final, a Fortuna Maior diz o que foi o passado do José. Varias conclusões poderão ser tiradas de imediato:

Resta agora perguntar: - como vai evoluir o futuro de José? Muito provavelmente a sorte não lhe vai cair do céu muito embora a V casa esteja ocupada por uma figura que possibilita «pequenos ganhos ao jogo», qualquer coisa como no jogo de golfe ganharmos um buraco não havendo garantias que no final ganhemos o jogo. Olhando o 3º nó onde a Fortuna Minor se situa, verificamos que José continuará a ter o apoio dos amigos que fazem parte do seu circulo de amizades (a casa XI é influenciada pela casa III onde se situa Conjunctio) e que acabará de ganhar a sua liberdade no trabalho (Amissio em VI) libertando-se de uma vez por todas da acção «nefasta» de Rubeus, o seu chefe tirânico. Por outro lado a entrada no território do «outro», isto é, da sua futura associação profissional, está associada a Caput que está plenamente de acordo com os mais elevados  ideais de José: - a casa IX influência a casa VII ou se quisermos, a situação vice-versa!

Em geomancia astrológica a «passagem» de Caput da casa VII à casa IX era considerada como uma situação de elevado valor intelectual e espiritual. Mas neste caso não se vislumbra bem onde o nosso «desempregado» vai buscar rendimentos para manter sua posição de Albus na casa IV! De facto a projecção futura do seu património e da sua família não constam daquele escudo e por isso teremos de aceitar uma posição intermédia em que os ganhos ainda não são meterias mas sim de carácter psíquicos e psicológicos. José terá agora de, dentro do seu circulo de amigos, deambular procurando o tal «ideal» que a Fortuna Maior lhe assegura que acabará por encontrar e esta situação está sumariada por Conjunctio em XI, Via em XII e Fortuma Maior como resumo de seu passado.

Claro que a mudança de vida profissional lhe vai custar alguns Euros (Laetitia em VIII) por despesas correntes e ausência de ingressos financeiros provenientes do trabalho durante um determinado período temporal, mas Laetitia é uma figura que garante sempre ALEGRIA ou no presente ou no futuro pelo que terminada a «viagem» forçada decretada por Via na casa XII a transformação será fatalmente motivo de alegria. Enquanto isso o «desempregado» terá de percorrer a parte do labirinto concernente ao território do «outro» e por isso a «má» testemunha do futuro: Carcer em XIV! (Nota: - Via na casa XII é uma excelente figura porquanto envolve o máximo dinamismo do nosso inconsciente).

Quanto ao juiz Amissio, tem aqui um duplo significado; por uma lado é uma «perda» de dinheiro (ou melhor: um investimento em tempo!) e por outro uma «libertação» do José, que abandonou um ambiente estressante e foi procurar um outro mais consentâneo com a sua filosofia de vida! A Casa da Fortuna situa-se na X e a via do ponto une o juiz com Laetitia na VIII - as transformações.

Como nota final diremos que o exemplo aqui descrito foi um caso real. A consulta fez-se a 23 de Outubro de 1999. Em Março de 2000 José passou a chefiar a Direcção de Marketing de uma empresa de produtos alimentares de grande procura com um ordenado duplo do que usufruía na anterior multinacional.

Um outro processo, também usado na antiguidade, era considerar todo o lado esquerdo do escudo Geomantico como o futuro do seu lado direito. Nesta base, a casa V corresponderia futuramente à I, a VI à II, assim sucessivamente até à XII que corresponderia à X  - a futura situação sócio/ profissional. Este ponto de vista parece-nos perfeitamente válido havendo apenas que «contabilizar» o tempo que medeia aquela transformação. Acontece muitas vezes que o lado esquerdo é exactamente igual ao lado direito o que nos permite concluir que o tempo de previsão associado ao lançamento dos pontos é muito escasso e como tal explicando a ausência de mudança de situação.

[ Topo ]